
Parabéns meu querido Jota. Parabéns por este dia tão especial adoro-te muito.

Parabéns meu querido Jota. Parabéns por este dia tão especial adoro-te muito.
Categorias: o amor
Hoje faço 27 anos, e tantas coisas já aconteceram e passaram pelas nas nossas vidas. Dias óptimos e muito divertidos, dias menos bons, viagens, encontros, mal entendidos, cumplicidade, Verões, Invernos, Lisboa, Londres, Brasil e muito mais. Como sabem não gosto de fazer anos, não sei explicar porquê, mas não gosto de dar festas, não gosto de aparecer como sendo a pessoa importante neste dia. Gosto que se lembrem de mim, mas sem grande barulho, sem grandes festas, e sem grandes alaridos.

Ao contrário da minha madrinha que faz uma lista e um ranking das pessoas que lhe ligam, e nós fazemos concursos para ver quem consegue ficar em primeiro lugar.
Como o meu padrinho, que que é como eu.

Ao contrário do meu irmão João que faz altos jantares com os seus amigos todos.
Ao contrário das miúdas que perguntam se não quero trocar com elas o dia de hoje, e elas recebem presentes e fazem festa em vez de mim.

A Juca perguntou muito admirada quem é que ia fazer o meu bolo de anos? (Se eu faço anos não posso ser eu a fazer!!!) Disse-lhe que era eu, ela disse: ok.
Este final de semana fiz uma descoberta incrível. Num dos nossos passeios a 2 (tb conseguimos ter passeios a 2), encontrei estas flores:

Estas flores levam-me de volta à minha infância (dos 3 até aos 10 anos), à melhor escola que alguma vez conheci, onde passei dos momentos mais intensos e onde se me perguntassem repetia tudo de novo. Nessa escola havia uma árvore com flores iguais a estas. As flores quando caem ficam com buraco no centro, nós usávamos-as para diversos fins. Mas principalmente para colares, brincos, e em pauzinhos. Serviam de presentes, de adornos, e uma boa maneira de passar o tempo. Adorei encontrar estas flores, pedi ao Jota e parámos para fazermos um colar que ficou igual aos que eu fazia em miúda.

Usei durante todo o dia. Pelas 17h chegamos à praia do Tonel em Sagres, tiramos fotos, e disse que tínhamos direito a pedir um desejo bom, um desejo muito bom ao colar das flores, e que depois o daríamos ao mar. E foi o que fizemos. Um bom domingo para todos.

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Antes de irmos para a cama temos tempos para vários coisas. A Juca e a Vera normalmente leem um livro com o Jota, assim praticam a leitura e têm um momento só delas, depois chamam por mim para fazer o Relaxamento. O Relaxamento é um ritual que temos quase todos os dias, é um relaxamento como no yoga ou no pilatos, mas à minha maneira. Elas deitam-se de luz apagada, comento alguma coisa boa que lhes tenha acontecido durante o dia, e depois começamos o relaxamento, digo-lhes: comecem por relaxar os dedos dos pés, a palma do pé o calcanhar, o esquerdo o direito bla bla bla por ai fora até terem relaxado o corpo todo. No final menciono alguma coisa boa que lhes vai acontecer no dia seguinte, irem á musica, ou á ginástica, terem uma visita de estudo, ou irmos todos dar uma volta ao centro, ou mesmo ficar contente porque amanhã é sábado. Beijinhos de boa e sonhos bons para todas.
A Mariana e a Sofia, já não querem histórias nem miminhos a noite, ou vêem filmes na sala, ou vêem a novela, por vezes a Mariana está fechada no quarto a estudar.
ps: este é um dos livros que comprei em Paris, o qual vem com auto-colantes, e espaços em branco para desenhar. Ou seja elas é que vão completando o livro, cada página tem uma indicação sobre algo que têm que fazer, ou desenhar os olhos dos monstros, ou desenhar como seriam os filhos daqueles dois monstros e por ai fora, o livro é lindo.
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Foto: Auto retrato de B.O.S
E nada é certo nas nossas vidas, um dia tiram-nos algo de que tanto gostamos, e não sabemos o que fazer ou o que pensar. Tudo parece irreal, e o sentido de algumas coisas transforma-se em algo diferente. Quando se está com um mar imenso entre nós a noção de tempo e de presença é outra.
Acordei as 5h30 da manhã, e de repente parecia que estava num filme. Num filme lindo, com uma fotografia e uma cor maravilhosas, ninguém falava nem havia musica, era apenas eu num quarto com chão de madeira antiga, uma janela enorme deixava entrar uma luz quente e acolhedora. Do nada um enorme numero de imagens caiu sobre mim num determinado periodo de tempo, que só sei descrever como muito rápido. Como o abrir de uma caixa cheia de fotografias, que descreve toda um período de tempo de vida cheia de coisas boas e coisas menos boas, de momentos que passei, e de momentos que gostaria de ter passado. Parecia que tudo fora revistos naquele instante, todas as lembranças, as vindas, a idas, a troca de emails, a troca de ideias,a nossa cumplicidade, a fotografia e tudo mais.
Não sei pq algumas coisas acontecem, porque temos que passar por provas de vida, será que não tivemos as suficientes. E nem sei como me sentir com toda esta confusão de emoções, não sei como gerir o facto de saber que nunca mais vou receber um mail ou um telefonema. Estar longe faz com que tudo seja diferente, e que até entender que de facto tudo aconteceu vai demorar algum tempo.
No final sei que a primeira camara de médio formato vi foi aos 10 anos, na minha ida a sua casa. Estávamos no jardim na parte de trás de casa, deixou-me clicar no botão e fotografei a minha avó, a minha prima e ele. Na qual fiquei fascinada pelo barulho que a camara fazia ao clicar no botão, pelo facto de se olhar por cima em vez de pôr trás, e te ter um ecrã quadrado em vez de rectangular. Foi uma experiência fantástica que nunca irei esquecer. Obrigada por este e outros momentos, conversas e mails que troquei consigo.
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